Hinos Brasileiros



Hino da Independência do Brasil



Hino Nacional do Brasil

HISTÓRIA DO HINO NACIONAL

          O Brasil, desde sua independência, tem um hino a cantá-lo. O Príncipe Regente D. Pedro, em agosto de 1822, já prevendo uma próxima soberania, compôs o nosso belo hino, que recebeu a letra de Evaristo da Veiga e o título de Hino Constitucional Brasiliense. Foi adotado como Hino Nacional Brasileiro em setembro de 1822 e assim permaneceu até 1831. Hoje nós o conhecemos como Hino da Independência, que tem o muito conhecido e vibrante estribilho

          Brava gente brasileira!
          Longe vá temor servil,
          Ou ficar a Pátria livre
          Ou morrer pelo Brasil.

          Quando dos acontecimentos que levaram D. Pedro I a abdicar do trono, em 7 de abril de 1831, um novo hino foi musicado por Francisco Manoel da Silva e sua letra escrita por Ovídio Saraiva de Carvalho Silva. Recebeu o título de Hino ao 7 de Abril. Foi executado pela primeira vez em 13 de abril de 1831, quando D. Pedro I embarcou para a Europa, e posteriormente recebeu novo poema, embora mantendo a mesma música de Francisco Manoel da Silva. Sua execução primeira ocorreu por ocasião da coroação de D. Pedro II, em 1841. Vemos que a melodia anterior foi conservada, mas a letra modificada para celebrar a coroação do novo imperador, recebendo então o título de Hino Nacional Brasileiro. Desconheço o nome do autor da nova letra.
          Quando da proclamação da República houve necessidade de mudar o hino, já que fazia referências ao império, não cabíveis no regime republicano, e por esta razão foi aberto um concurso para a escolha de um novo. O julgamento das sugestões foi feito no dia 20 de janeiro de 1890, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, com a presença de grande número de pessoas. Foi escolhida uma composição de Leopoldo Miguez com letra de Medeiros e Albuquerque, porém, de um modo geral não agradou, razão pela qual o governo baixou o Decreto nº. 171, em 20 de janeiro de 1890, conservando no novo hino nacional a melodia anterior, mas não lhe dando uma letra. Passou então ele a ter a composição musical não cantada, apenas tocada, até 1922.           Por ocasião do centenário da proclamação da Independência foi adotada a letra atual, que é um poema de Joaquim Osório Duque Estrada, escrito em 1909, ainda não oficializado, e que somente o foi com o decreto de 6 de setembro de 1922, pelo Presidente Epitácio Pessoa, conservando a mesma melodia de 1831.
          A beleza e a força evocativa do nosso hino emocionam até mesmo os estrangeiros. Por ocasião do campeonato mundial de futebol sediado na Espanha no ano 2010, os cronistas esportivos que o cobriam elegeram como o mais belo hino das nações participantes o da França, A Marselhesa, e em segundo lugar o nosso emocionante Hino Nacional Brasileiro.
          O Hino Nacional deve ser tocado obedecendo a sua métrica, cadência e outros itens musicais com os quais foi criado. Quando da morte de Tancredo Neves a cantora Fafá de Belém cantou, como se fosse nosso hino, uma fantasia do mesmo, melódica, lenta, chorosa, lamentosa, o que absolutamente não é permitido. Nosso hino é vibrante, tem métrica e outras características obrigatórias, ele canta o que o Brasil teve e tem de grandioso. Infelizmente, a deturpação vem se repetindo em locais ou eventos semioficiais, o que absolutamente não é aceitável.
          A sugestão de autoria de Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque, foi adotada como Hino da Proclamação da República, como o temos até esta data.
          Resumindo:
          Nosso hino nasceu com a Independência. Em 1831 recebeu novas letra e música. Após a proclamação da República sua letra foi abandonada, mas continuou apenas com a mesma melodia até 1922, não cantado e somente tocado. Naquela data, do centenário da Independência, recebeu novamente uma letra sem modificação da parte musical. Enfatizando: a letra atual de nosso hino data de 1922 e a melodia de 1831.

          Bibliografia:           História do Hino Nacional Brasileiro, de autoria de Mariza Lira, publicado em 1954 pela Biblioteca do Exército Editora.           A história não-oficial do Hino Nacional Brasileiro – artigo do historiador General Sergio A. de A. Coutinho, publicado na Revista do Clube Militar, em setembro de 2005.           Diversos outros artigos sobre o mesmo assunto.

                    Adalberto G Menezes – Associado do IHG-MG


          O hino nacional é tocado e somente após a introdução é que começa a ser cantado. Recebi um vídeo mostrando a senhora Ana Arcanjo – nascida em Santos – SP, foi membro da Cruz Vermelha durante a Revolução Constitucionalista de 1932, dizendo que essa introdução também tinha uma letra que ela se lembra que era cantada nas escolas, e posteriormente eliminada, a letra da introdução que ela cantou é a seguinte:

          “Espera o Brasil
          Que todos cumprais
          Com vosso dever... er
          Eia avante, brasileiros
          Sempre avante!
          Gravai no buril
          Nos pátrios anais
          Do vosso poder... er
          Eia avante, brasileiros
          Sempre avante!
          Servi ao Brasil
          Sem esmorecer
          Com ânimo audaz
          Cumpri o dever
          Na guerra e na paz,
          À sombra da lei,
          À brisa gentil,
          O lábaro erguei
          Do belo Brasil... il
          Eia sus,
          Oh! Sus”!


          Ela não esclarece se essa letra da introdução que já não existe mais era cantada apenas na introdução da primeira parte do hino, se era na introdução das duas partes ou se a segunda parte tinha uma letra diferente.
         Segundo informação da internet, a letra da introdução é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba, presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880.


Hino da Força Aérea Brasileira



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